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De repente, num espaço atemporal Repleto de nada, num vácuo absoluto Desceu um jato de tinta, ríspido, bruto Lançando a órbita da temática inicial. Entitulou-se o poema da Existência E a primeira gigante estrofe, arcaica Até o último dos versos, ela ainda marca Pontos que indicam toda a transcedência. E os observadores curiosos, em simpatia Estudam as características da linguística Como quem elaborasse um projeto de nanorobótica E como quem visita Marte, lê a poesia Viaja em imaginação, refaz toda sua política Defronte uma artística regurgitação cósmica.
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